Sábado, 12 de Septiembre de 2009
Um desses veio do céu ontem
E me falou que era minha vez de ser feliz
Que eu encontraria o amor
E tudo seria como eu sempre quis
Mas que criatura cruel era aquela
Falava com um sorriso leviano
Eu me envolvi tanto com aquela estória
Que nem percebi o meu engano
Ele tinha olhos doces e gentis
A voz era suave e tranquila
Ele disse que eu iria me casar
E em breve teria uma filha
Que não havia mais problemas
Que agora só me bastava amar
Que eu não precisaria mais de poemas
Porque agora eu teria um lar
Mas foi apenas algo por diversão
Uma simples travessura de anjo
Mas essas palavras me marcaram
Quando me lembro, desmancho…
Miércoles, 2 de Septiembre de 2009
As cartas estão na mesa
Não tem mais como fugir
Eu já dei minha cartada
Agora posso prosseguir
Fiz tudo do meu jeito
Fui honesto, joguei limpo
Posso até não ser perfeito
Mas eu segui o meu instinto
Me desculpe ser direto
Você não está acostumada
Mas escolhi o dia certo
Pra lançar minha cartada
Posso até parecer louco
Foi você mesma que me disse
Pode parecer um jogo
Mas deixar passar que é maluquice.
Miércoles, 29 de Abril de 2009
Eu tento te tocar te tocar
Você repuxa o braço
Eu tento te encarar
Você olha pra cima
Te chamo pra sair
Você inventa cansaço
Mas se eu te dou um laço
É você que vem pra cima
Quero te ter por perto
E você me pede espaço
Eu vou me declarar
E você me recrimina
Você não valoriza nada que eu faço
Mas eu só quero saber
De ter você como menina
Antes de passar aí eu telefono e aviso
Você ainda não tá pronta e faz esperar
Eu digo que você não cumpriu o compromisso
Você fica irritada
E manda eu me ferrar
Eu volto para casa triste e revoltado
Tiro minha aliança e enfio no bolso
Meu celular toca, eu atendo apressado
Ouço sua voz
E minha voz trava no pescoço
Já volto na sua casa te pedindo desculpa
Você sorri bem linda e diz que está tudo bem
Começo a falar, e fico com toda culpa
Você fica calada
Porque tá errada também
Esta noite eu tive um sonho tão ruim
Vi ela sorrindo longe de mim
Eu olhando da janela
Outro a andar com ela
E lembrei daquele tempo em que eu lhe pertenci
Éramos um
Pensando em dois
Vivendo o agora
Sem pensar no depois
Até que palavras
Calaram o coração
Fecharam os olhos
Separaram as mãos
Palavras ditas pra nos machucar
Ditas por bocas que se esqueceram dos beijos
Se entregaram aos anseios
Cansadas de se beijar.
Não deixe a boca dizer
Palavras que te vão nos fazer sofrer
Não deixe o orgulho dizer
Como as coisas vão acontecer
Porque o orgulho é surdo?
Porque o orgulho é cego?
Porque o orgulho é burro?
Nosso orgulho…
É engraçado pensar
Em separação
E passar a ignorar
Quem tocou meu coração
Mas assim que escolhemos
Não foi só minha a decisão
Corremos e nos perdemos
Nos separamos na escuridão
Oh meu amor
Não se sinta assim
Um dia você foi
A primeira pra mim
Mas eu sigo minha vida
Passeando no calor
E você tão deprimida
Saboreando sua dor
Eu de cabeça erguida
Vivendo um novo amor
E você está rendida
Relembrando o que passou…
E quando os olhos estão apenas abertos e não vêem o abismo que os cercam? Rostos irreconheciveis, paisagens familiaries estranhas, Sol verde-musgo e céu vermelho-sangue. Essas são as visões dos que nada enxergam, um olho no umbigo, e outro no mendigo deitado na praça na madrugada fria. São cenas em câmera lenta, dor que o coração não aguenta, tanto que até finge não ver a letargia de morte pairando no ar. Os olhos são as janelas da alma, mas quando esta não existe mais, são apenas vitrines da decadência pútrida de algo que um dia foi um homem. O caráter ainda esta lá, mas a cegueira empurra o jovem-velho-moço a repousar sobre sacos de lixo na monotonia frenética de uma tarde de domingo.
Viernes, 3 de Abril de 2009
Pego minhas poucas roupas
E monto minha bagagem
Talvez você não saiba
Mas to indo de viagem
Voltando pra nós
Esquecendo após
Tudo dar errado
Ouço o seu adeus
Pego os medos meus
E saio pro meu passado
Como faz?
Eu preciso sempre da sua mão
Cada coisa sua será a primeira
Nossas brigas são guerras
Como a chuva de verão
Que cai no fim da tarde
E enxarca o coração
E nos pensar que o dilúvio
Mas quando passa
É mão com mão
Sol de fim de tarde
Dentro do coração
Pássaros cantam em gemidos
Uma flor bonita
Colhida em tenra idade
Estão tomando a vida
Da mais linda da cidade
Grazi faz sua correria
Mete a cara e vai pro ataque
Se mata um pouco todo dia
Pra comprar seu crack
Ela é tão linda
Poderia ser modelo
Vestir saia florida
E cuidar bem do cabelo
O carro parando no farol
Pediria uma entrevista
O homem no volante
Era o dono da revista
Grazi ia pra passarela
Onde ia lucrar milhões
A câmeras todas focam nela
E seria vista por multidões
Mas a vida não dá um tempo
Não deixa Grazi descansar
Ela é uma menina-instrumento
Máquina de transar
Não perguntam nem seu nome
Nem sabem quem é Graziela
Ela deita com mil homens
E nenhum vê o quanto ela é bela
Grazi, pare e pense um pouco
Aja com mais calma
Eles compram seu corpo
Mas nunca terão sua alma
Me lembrar da minha infância
É algo que dói
Pois quando ainda criança
Você foi meu herói
Quatro da manhã
E eu ainda desperto
Escrevendo cartas
Pra quem está tão perto
Em cada palavra coloco um desejo
Em cada resposta eu sinto um beijo
Toda vez que termino
Eu colo uma foto
Pra mostrar meus amigos
E com quem eu me importo
Pra apagar os natais perdidos
Escrever não alivie em nada
Mas posso falar sobre meus domingos
E te apresentar minha namorada
Sussuros-faca
Beijos-navalha
Carícias-bomba
Transa-batalha